Meus chegados

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Escolha

Vejo a linha do horizonte se aproximando velozmente. O futuro começou. Não tenho dúvidas e um sorriso aberto suaviza as marcas no meu rosto. Finalmente, tudo faz sentido. Um ciclo se rompeu, moveram-se as estrelas em alguma Galáxia. Cadente, minha soberba desaparece pra dar lugar à sede de um conhecimento há muito desejado. As coisas sempre se ajeitam após a tempestade. Após o terremoto todas as coisas encontram seus lugares. As flores renascem, brotam dos escombros de um passado revolvido. Não sei ao certo quanto tempo levará o coração pra esquecer, mas o cérebro já busca toda aquela história como lembrança... nunca como esperança... As portas se abrem pra um novo começo, em direção oposta. Uma reavaliação acusa um novo Homem que nasce da responsabilidade. Que grita. Grita meu nome e aponta algumas escolhas. Finalmente, e só então, decido entender que o que acabou, acabou. A perda é incalculável... Momentos, palavras, gestos atitudes, pessoas... vidas. Uma vida. Mas quando algo morre, dá lugar à coisas vivas que nos dão novos motivos pra continuar. E é isso o que enxergo hoje: coisas vivas substituindo coisas mortas que me matavam enquanto morriam. Tanto tempo divagando e já não vejo o horizonte: coisas grandes elevam-se à minha frente... Construções e coisas a construir... E sinto força em meus braços novamente. Clayton Guimarães

Nenhum comentário: