Meus chegados

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dia de Chuva

O Rio de Janeiro acordou com uma beleza cinza esta manhã.
A multifacetada cidade apelidada de Maravilhosa apresenta,
neste 1º de Março um charme úmido.
A garoa própria do Estado vizinho expressa com propriedade
o estado climático carioca.
Seja no Cristo ou no Pão de Açúcar, na Urca ou em Santa Teresa,
Na Pedra da Gávea ou lá longe, no Dedo de Deus,
o que se pode ver (ou não se pode) é o desfoque embaçado
das nuvens carregadas sob nossas características mais belas.

O sorriso fluminense é o calor de Copa, do Flamengo a Grumari.
Brilhando, bronzeando a pele nas areias de Ipanema ou
na laje da Comunidade, no quintal em Queimados
ou em Tinguá em Nova Iguaçu... Mas não hoje...
O sorriso sem graça do carioca molhado no trem
a caminho do serviço, pode ver pela janela suada
do "Barra" lotado
a Orla em uma pintura aguada em branco e cinza,
e vê a barra da calça respingada de lama e pisada na calçada.

Como uma bela música acompanhada por um violão desafinado,
segue a Metrópole mais bela e mais querida:
engarrafando na "Brasil", na Ponte e na Taquara,
com sua harmonia prejudicada pela entonação sarcástica
dessa chuvinha fina que anuncia o mês de Março.
Nem Nª Srª de Copacabana nesse Aniversário.
E Aniversário com chuva é uma piada sem graça
da qual só não se ririam de nós os paulistanos que,
não se sabe como, sobrevivem praticamente o ano todo
imersos ou submersos a tanta água.
Não, não é deboche: deve ser realmente triste não ser,
um pouquinho que seja, Carioca. Nem precisa ser "da gema".
Mas ser.

Mas nesse também MEU ANIVERSÁRIO, ter um 1º de Março assim chuvoso
é como ver um belo corpo nu através de um box blindex suado pelo
vapor da água quente.
Temperatura: 21º.
Umidade Relativa do ar:94%
Segunda-Feira 1º de Março:
Aniversário do Rio de Janeiro e do Clayton.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

The Goodbye that I can not say

This is not a love letter
and there is no happy ending.
the choices I made to grow
all I had to give up

And discover the great things
for those who fighting to the end
who believe in their dreams
its high cost price

the sacrifice of a great love
that no have song
cause everything that was written
need be forgotten

Currency on one side
mirror that never reflected
my image
staring eyes of this Platonic love

and his figure
fading into the curve of the road
do not me consumes less

I know that You will never return
but you will always be inside
well within the breast

and the pain will be eternal
because this is not a love song
and there is no happy ending

So let me here and can go
my arms surround the world but can not reach you
then go without looking back
Unaware of the goodbye that I can not say

Clayton Guimarães
O Adeus que eu não consigo dizer

Esta não é uma carta de amor
e não há final feliz.
as escolhas que fiz para crescer
tudo que tive que abrir mão

E descobrir as coisas grandes
destinadas àqueles que lutam até o fim
que acreditam em seus sonhos
custou seu alto preço

O sacrifício de um grande amor
que não merece canção
pois tudo o que foi escrito
deve ser esquecido

Moeda de um lado só
espelho que nunca refletiu
a minha imagem de pé
fitando nos olhos esse amor platônico

E ver sua figura
sumindo na curva do caminho
não me consome menos

Sei que nunca mais voltará
mas sempre a terei aqui dentro
bem dentro do peito

E a dor será eterna
pois esta não é uma canção de amor
e não há final feliz

Então me deixe aqui e pode ir
meus braços envolvem o mundo mas não podem te alcançar
então vá sem olhar para trás
sem perceber o adeus que eu não consigo dizer

Clayton Guimarães

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Finalmentes...

O Olhar carregado de paixão. A noite é uma qualquer de um Ano Novo que já envelheceu.
O sorriso é de nervosismo. O motivo: Ele acaricia sua fronte com um olhar hipnótico,
com um risinho esguio nos lábios. A Lua, entrecoberta por algumas nuvens apressadas,
iluminam toda a sala com um brilho cinza prateado. Eis o cenário perfeito para ilustrar minha tese.

Por mais de uma eternidade disfarçada naquele minuto existiram apenas o olhar e o sorriso... Prólogo.
Cada momento descreve-se como uma dança afrodisíaca. Seu lábio quente pousa sobre
os dela, que logo inflam pelo sangue aquecido pela libido.
A mão dele em sua nuca faz eriçar a penugem fina do seu corpo. Apertando suavemente, a mão dele em sua cintura aproxima os corpos... Não há mais como parar.
A língua dela penetra em sua boca e, juntas, protagonizam uma valsa quase erótica.
Os corpos se colam e um pode ouvir, através das batidas descompassadas do outro, o seu próprio coração acelerado. A mão dela percorre carinhosamente suas costas...
Concede... Encoraja-o...
As bocas desgrudam-se para desempenhar papéis mais ousados.
A dele, percorre, mede, desvenda, pescoço, beija, colo, lambe, seio, morde...
Arfando entre os períodos...
A dela, geme, sussurra, incentiva, suspira, xinga, goza o momento com uma dose extra de luxúria...
Não há vozes: apenas o som da noite quente de verão e os murmúrios guturais, quase selvagens, como os de uma animal primitivo seguindos apenas seus instintos...
Eles salivam, suam, babam um pelo prazer do outro, movimentam-se em resposta mútua.
Não há mais como parar... Isso é um Beijo... mas logo não será apenas isso.
FIM.

Não se frustre com esse fim inesperado. Beijos assim não são só beijos.
Quantos desses você já deu? Quantos já recebeu? Há quanto tempo?
Pense e me ajude a provar que BEIJO, ah! Um BEIJO DE VERDADE, nunca é só um beijo...

Sinto falta de estar apaixonado...


Clayton Guimarães.

...Lados...

Eu escrevo. Palavras perdidas em linhas tortas.
Palavras do fundo do meu solitário coração.
Como a Lua num céu repleto de estrelas, assim é que me sinto.
Todos estão lá, mas parece que não sinto. O calor não me aquece.
É sempre vácuo e solidão.

Eu escrevo porque, fisicamente, não tenho asas. E ainda não sei voar.
Não fosse assim, eu vos pouparia essa resenha dos meus dias sem direção.
Eu voaria até cansar minhas asas e um pouco mais.
Até a dor me mostrar que estou vivo e faço parte de alguma coisa.
Eu escrevo. E as linhas se acertam com palavras retorcidas. Palavras bonitas
que não são de Amor. Palavras cheias de um enorme Vazio. Palavras que
refletem exatamente o que é estar só na multidão.

Tem gente que bebe. Tem gente que se droga. Outros autoflagelam-se.
Eu... Eu escrevo. E, quando escrevo, fico mais alegre, mais social,
mais eufórico, mais espontâneo... É o meu entorpecente...
Mas no fim... No fim do texto, do poema ou da canção, eu continuo lá:
Lambendo minhas feridas escondido entre um e outro sorriso.

Eu escrevo. Sobre mim. Sobre você. Sobre coisas comuns que acontecem com qualquer pessoa.
ESteja ela em 1ª, 2ª ou 3ª do singular ou plural...
Eu escrevo para impressionar, para mexer com a parte inerte do cérebro.
Eu escrevo. Sem pretensão, mas com a intenção de provocar... de revelar segredos.
A dor que parece minha, eu imito de quem lê. E escrevo sem saber de onde partiu a inspiração:
Se do autor ou do leitor, já que a distância entre ambos é a milimétrica espessura do papel. E não importa de que lado da folha esteja, sempre serão o reflexo das palavras descritas nela.
Eu escrevo. E POR ISSO escrevo.

Clayton Guimarães

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

AMIZADE??

Essa coisa louca e sem explicação, a que chamamos AMIZADE.

Possui um quê de Amor, sintonia, afinidade... Mais forte que propriamente
os laços de sangue, talvez por se tratar exatamente de um estranho.
Então o que justifica essa relação???
Ah! Essa força invisível da qual somos dependentes: a AMIZADE.
Nos permite aceitar opiniões contrárias, ver de fora pequenos erros e
suportar coisas que jamais aceitaríamos, não fosse esse sentimento.

Sentimento esse que transforma pessoas: a AMIZADE.
O amigo mais que irmão. O amigo do peito. O irmão de todas as horas.
O braço forte. O pupilo. O mestre. O companheiro de aventuras e desventuras.
O companheiro de copo. O amigo/irmão. O amigo. Aquele eterno. Nada justifica.
Ninguém entende ou explica. Apenas se é ou se tem.
Que sejam eternas as amizades como as que cultivei esses meses...
Que, nem tempo nem espaço, influam na existência delas, pois muito do que tenho me tornado, devo ao que vivi em sua companhia...
Amigos que permaneceram... que foram embora... ou mesmo os que não são mais amigos.
Desejo que fiquem impresso nas entrelinhas da história de nossas vidas esse motivo: a AMIZADE.

Porque enquanto existirem, mesmo que apenas na lembrança, saberei que sou parte de alguma coisa e fiz a diferença na vida de alguém... exercendo esse que talvez seja o mais nobre dos ofícios: o papel de AMIGO DE VERDADE.



Clayton Guimarães.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Lista das coisas para 2010 Poetizadas

Não espero muito de Anos Novos. Não costumo esperar datas para esperar que algo de bom aconteça, até porque não sou de esperar e prefiro fazer as coisas acontecerem.
Preciso melhorar isso também em 2010, mas tenho muito tempo:
A vida inteira para zerar a recomeçar quando for preciso quantas vezes forem necessárias.
Espero não ter que esperar muito tempo para tudo se ajeitar aqui dentro, bem dentro do meu peito.
Vou tentar ser forte a todo e cada amanhecer, para superar perdas que até então parecem irreparáveis.
Preciso consertar velhos defeitos em minha máquina de sentir para nunca
transferir sentimentos e buscar NELA o VOCÊ que EU não tenho mais.
Redescobrir meios de sorrir de verdade, por dentro.
Neste novo ciclo de 365 dias, alimentar amizades verdadeiras e podar as que nada acrescentam.
Observar todas as coisas belas da vida sem perder de vista minhas metas.
Tentei listar algumas coisas por ordem de relevância e
ficou assim ( respectivamente nessa ordem ):

Estudar, prestar concurso, beijar na boca, trabalhar, evoluir, crescer, fazer alguém feliz, perder a barriga, manter o CR em 9.0, beijar na boca, investir em mim, acreditar nos meus sonhos, comprar um automóvel, tirar a carteira, beijar na boca, comer menos pastel, me concentrar mais na Facul, ser mais presente com meus irmãos, voltar pra igreja, dar cola na prova, escrever mais, desenhar mais, me divertir mais, ter mais compromisso, beijar na boca, arriscar em minhas idéis loucas, acreditar que sou capaz, ser reconhecido pelo que sou, ser amado, respeitado, admirado, elogiado, exortado quando necessário...

eu já mencionei "beijar na boca"???

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Acabaram-se as Festas.

Você tem o CERTO e a VERDADE.

O certo é que estou bem esta tarde. Hoje é o último dia do melhor ano da minha vida
até hoje.
Um ano bom. De descobertas, de vitórias e conquistas, de perdas consideráveis, mas, principalmente um ano de AMIGOS. Muitos deles. Alguns para a vida toda.
O certo mesmo é que eu mudei. Cresci e aprendi com meus erros ( e foram muitos deles ) e nas poucas vezes que acertei, fiz escolhas que guinaram o rumo da minha vida.
O certo, amigos, o certo é que eu amadureci. Na marra, mas amadureci.
Tomei as rédeas da minha vida nas mãos e agora, pela primeira vez em muito tempo,
eu sei pra onde vou e posso fazer planos a longo prazo. Sim este é o certo.

O CERTO e a VERDADE.

A verdade é que eu senti meu mundo desabar esse ano. Perdi a fé no amor e tive que cortar um dobrado pra não me perder no caminho. Minha, fragmentada, família já não está completa e a força quase acabou.
A verdade é que, de onde eu menos esperava, veio a força, o ânimo, o abraço...
pessoas distintas, de outras classes, cores, roupas, pensamentos e religiões, mas que me fizeram recobrar a fé na vida.
A verdade é que me reergui. Me deram a mão quando eu pensei estar só, me abraçaram e me empurraram de volta à minha própria vida. Ao desejo de sorrir e de realizar coisas.
A verdade é que estou pronto para o que vai ser o melhor ano da minha vida: 2010
Ano que vai me aproximar ainda mais dos meus sonhos...

Ah!! Quase posso ver a Terra firme ao longe e sinto o cheiro da realização como o da terra recém-molhada pela chuva do sucesso...
A verdade, verdade mesmo, é que eu acabo voltando ao paradoxo da minha vida
porque sinto a falta dela. E, muito disso tudo, acaba não fazendo sentido se não está aqui para simplesmente... Compartilhar...