O Olhar carregado de paixão. A noite é uma qualquer de um Ano Novo que já envelheceu.
O sorriso é de nervosismo. O motivo: Ele acaricia sua fronte com um olhar hipnótico,
com um risinho esguio nos lábios. A Lua, entrecoberta por algumas nuvens apressadas,
iluminam toda a sala com um brilho cinza prateado. Eis o cenário perfeito para ilustrar minha tese.
Por mais de uma eternidade disfarçada naquele minuto existiram apenas o olhar e o sorriso... Prólogo.
Cada momento descreve-se como uma dança afrodisíaca. Seu lábio quente pousa sobre
os dela, que logo inflam pelo sangue aquecido pela libido.
A mão dele em sua nuca faz eriçar a penugem fina do seu corpo. Apertando suavemente, a mão dele em sua cintura aproxima os corpos... Não há mais como parar.
A língua dela penetra em sua boca e, juntas, protagonizam uma valsa quase erótica.
Os corpos se colam e um pode ouvir, através das batidas descompassadas do outro, o seu próprio coração acelerado. A mão dela percorre carinhosamente suas costas...
Concede... Encoraja-o...
As bocas desgrudam-se para desempenhar papéis mais ousados.
A dele, percorre, mede, desvenda, pescoço, beija, colo, lambe, seio, morde...
Arfando entre os períodos...
A dela, geme, sussurra, incentiva, suspira, xinga, goza o momento com uma dose extra de luxúria...
Não há vozes: apenas o som da noite quente de verão e os murmúrios guturais, quase selvagens, como os de uma animal primitivo seguindos apenas seus instintos...
Eles salivam, suam, babam um pelo prazer do outro, movimentam-se em resposta mútua.
Não há mais como parar... Isso é um Beijo... mas logo não será apenas isso.
FIM.
Não se frustre com esse fim inesperado. Beijos assim não são só beijos.
Quantos desses você já deu? Quantos já recebeu? Há quanto tempo?
Pense e me ajude a provar que BEIJO, ah! Um BEIJO DE VERDADE, nunca é só um beijo...
Sinto falta de estar apaixonado...
Clayton Guimarães.
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