Sou uma pessoa melhor. Com você aqui, tudo está diferente. Todas as cores, cheiros e sensações mudaram, se suavizaram e se tornaram proporcionalmente mais intensas. Depois que você chegou, eu melhorei, evoluí... E você nem sabe o quanto me faz querer ser melhor... O quanto eu tenho vontade de retribuir os sorrisos bobos que você me faz sorrir por causa de pequenas coisas, o quanto desejo ser para você o que você já é para mim: uma pessoa inesquecível. O Amor da minha vida.
Tudo o que senti, o que passei o que vivi já não faz mais tanto sentido. É como se, ao chegar, você transformasse cada parte de mim... Cada memória fosse substituída pela imagem doce do seu sorriso e cada música do passado fosse atenuada pelo som angelical da sua voz. Você é o marco divisor da minha história e tudo agora se resume no que eu fui antes de você e o que sou agora. Nada é fácil, nada é certo... Temos um mundo de razões que constroem muros invisíveis, contudo, não menos intransponíveis para que fiquemos juntos. Mas o sentimento que nos move, a força que nos une é ainda mais avassaladora... Que nos faz acreditar em nós, que podemos ser felizes apesar de todos os contras.
Nessa carta que escrevo pra você, na qual eu leio a minha alma e descrevo o meu coração, tento desenhar a cena do nosso romance imperfeito. Tento registrar tal como o pintor em sua tela aprisiona um instante para libertar o pensamento, tento capturar seu sorriso com covinhas, sua voz meiga e seu jeitinho primaveril para que nos lembremos de todas as dificuldades que tivemos antes de conseguirmos realizar nosso maior sonho. Te amo, menina. Te amo como jamais amei alguém em minha vida. Te amo como jamais poderei amar novamente. E, tomara, não seja necessário e que seja você a última pessoa pela qual me apaixonei e pela qual irei me apaixonar novamente todos os dias para o resto de nossas vidas.
Assim, termino não com ponto, mas com reticências, pois não sei se algum dia mesmo com todas as palavras que já aprendi, as que usei ou mesmo as que inventei, serei capaz de descrever todo o amor que sinto por você, minha pequena. Eu Amo Você.
Clayton Guimarães
Eu-Lírico de uma história sem final cujas páginas são escritas a cada instante. Sem previsões. Sem regras. Sem modelos preestabelecidos. Carta única endereçada ao mundo que já não faz sentido. Clayton Guimarães
Meus chegados
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
"- Bem vindo, Amor!" - Amizade.
Engraçado como as coisas mudam, as cores mudam, os cheiros mudam e mais curioso ainda: como as pessoas mudam. Olhando janelas recortadas de momentos bons do passado, me encontrei sorrindo, cabeludo, abraçando e sendo abraçado em alguma praia, em algum de nossos muitos acampamentos por aí.
De algumas fotos, eu quase posso tocar as sensações que vivi na época, o motivo do largo sorriso e a sinceridade de cada abraço que dei ou recebi. Mas não sei quando, em algum ponto que deixei passar despercebido, as coisas mudaram. Não sei como, nem sei se mudaram para melhor ou pior, o que sei é que sinto uma ausência daquela essência que perfumava aqueles dias das fotos.
Eu sabia que a responsabilidade bateria à minha porta tão logo os anos se passassem e trouxessem consigo as preocupações e os deveres mais exigentes. Sabia também que de tudo o que vivemos tudo o que sempre resta no coador é a amizade que nutrimos desde sempre. A lealdade e a cumplicidade de tantos momentos, tantas intempéries da vida, os momentos difíceis, as diferenças, as semelhanças, as dúvidas, as dívidas, as mudanças de humor e os crimes que sabemos que cometemos, mas que jamais nos atreveríamos a comentar. Eu sabia que, quando um de nós fosse encontrado pelo “indesejado da razão”, algo iria acontecer, só não sabia qual seria a reação produzida. E, ainda agora, eu não sei. Sei que houve uma mudança de prioridades, e isso eu entendo. Mas algo mais mudou e não foi algo que podemos explicar. O que mudou foram os cheiros, o clima, as palavras... E agora, uma distância começa a se alargar à medida que novas sensações são experimentadas.
Quando se alia a uma pessoa pela proximidade de assuntos sobre os quais partilham a mesma opinião é fácil definir porque são aliados. Mas quando uma das partes percebe que, por algum motivo suas convicções não são mais as mesmas (e ninguém deve ter compromisso com o erro) e a outra continua firme, já não há uma sintonia. Em se tratando dele, o “paradoxo dos sentidos”, nada mais faz sentido quando ele chega, invade a casa e senta com os pés calçados em cima da mesinha de centro. Agora é ele quem manda, quem dita as regras, quem comanda as atitudes. E assim, resta à outra parte resignar-se em sua convicção e seu respeito pela outra parte e buscar uma nova direção para seus passos. É a coisa certa a se fazer, mas sempre fica (não sejamos hipócritas: sempre fica!) a sensação de perda. Não seria egoísmo, nem ciúmes, mas, politicamente falando, a causa perde força. E a única certeza de que temos, a de que a amizade sempre permanece intacta, indestrutível, indelével em corações e mentes, fica condicionada aos desejos do “Senhor das emoções”.
E essa é a minha impressão sobre o que aconteceu. Não culpo o “Divisor de prioridades”, nem os efeitos que ele causa, mas as atitudes com as quais se age acreditando-se piamente que nada mudou e que tudo sempre será como antes e que cada um tem sem espaço. O Amor chegou. Damos a ele as boas vindas e saiamos de fininho. As pessoas permanecem iguais, mas alguma coisa mudou. Não só os cheiros, o clima ou as palavras. Como eu disse: algo que não se pode tocar. As atitudes mudaram.
Clayton Guimarães.
De algumas fotos, eu quase posso tocar as sensações que vivi na época, o motivo do largo sorriso e a sinceridade de cada abraço que dei ou recebi. Mas não sei quando, em algum ponto que deixei passar despercebido, as coisas mudaram. Não sei como, nem sei se mudaram para melhor ou pior, o que sei é que sinto uma ausência daquela essência que perfumava aqueles dias das fotos.
Eu sabia que a responsabilidade bateria à minha porta tão logo os anos se passassem e trouxessem consigo as preocupações e os deveres mais exigentes. Sabia também que de tudo o que vivemos tudo o que sempre resta no coador é a amizade que nutrimos desde sempre. A lealdade e a cumplicidade de tantos momentos, tantas intempéries da vida, os momentos difíceis, as diferenças, as semelhanças, as dúvidas, as dívidas, as mudanças de humor e os crimes que sabemos que cometemos, mas que jamais nos atreveríamos a comentar. Eu sabia que, quando um de nós fosse encontrado pelo “indesejado da razão”, algo iria acontecer, só não sabia qual seria a reação produzida. E, ainda agora, eu não sei. Sei que houve uma mudança de prioridades, e isso eu entendo. Mas algo mais mudou e não foi algo que podemos explicar. O que mudou foram os cheiros, o clima, as palavras... E agora, uma distância começa a se alargar à medida que novas sensações são experimentadas.
Quando se alia a uma pessoa pela proximidade de assuntos sobre os quais partilham a mesma opinião é fácil definir porque são aliados. Mas quando uma das partes percebe que, por algum motivo suas convicções não são mais as mesmas (e ninguém deve ter compromisso com o erro) e a outra continua firme, já não há uma sintonia. Em se tratando dele, o “paradoxo dos sentidos”, nada mais faz sentido quando ele chega, invade a casa e senta com os pés calçados em cima da mesinha de centro. Agora é ele quem manda, quem dita as regras, quem comanda as atitudes. E assim, resta à outra parte resignar-se em sua convicção e seu respeito pela outra parte e buscar uma nova direção para seus passos. É a coisa certa a se fazer, mas sempre fica (não sejamos hipócritas: sempre fica!) a sensação de perda. Não seria egoísmo, nem ciúmes, mas, politicamente falando, a causa perde força. E a única certeza de que temos, a de que a amizade sempre permanece intacta, indestrutível, indelével em corações e mentes, fica condicionada aos desejos do “Senhor das emoções”.
E essa é a minha impressão sobre o que aconteceu. Não culpo o “Divisor de prioridades”, nem os efeitos que ele causa, mas as atitudes com as quais se age acreditando-se piamente que nada mudou e que tudo sempre será como antes e que cada um tem sem espaço. O Amor chegou. Damos a ele as boas vindas e saiamos de fininho. As pessoas permanecem iguais, mas alguma coisa mudou. Não só os cheiros, o clima ou as palavras. Como eu disse: algo que não se pode tocar. As atitudes mudaram.
Clayton Guimarães.
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