Meu poema hoje é você. Não encontro palavras para descrever o que sinto quando te vejo. Sufoco, gelo, engasgo e tremo. Eu que já tive e recebi prazer de mulheres experientes, coro quando me olha nos olhos. É uma coisa diferente... Não é só desejo, não é só carne, não é só carinho, não é só curiosidade, não é. É tudo isso misturado ao teu olhar de moleca, à tua malícia de ninfeta e ao teu transpirar adolescente.
Seu corpo todo é digno de uma Ode... Uma homenagem à altura de tanta beleza. Me sinto louco, néscio, por não conseguir controlar minhas sensações ao estar com você. Beijar teus lábios suculentos, carnudos como o favo doce de alguma fruta proibida, mortal, fatal, mas que insisto em provar quantas vezes me forem possíveis. Ao percorrer cada curva e medir cada centímetro de seu corpo tenro da idade, jovem, solícito. Ao desvendar e descobrir a pele mais clara... Tesouro escondido... Os pelos loirinhos eriçados com o calor da minha voz.
Ah! Como queria que nos tornássemos invisíveis aos olhos. Só nós dois naquele momento único em que tudo pára e o mundo se cala enquanto nossos lábios se tocam. Naquele instante mágico em que confessamos mutuamente o que queremos, não com palavras, pois já o sabemos, mas com olhares, sorrisos e corpos... Com nossas vontades.
Minha querida. Minha princesinha. Minha Lolita. Minha cúmplice. Mais uma vez nossos corpos se tocam, comprimem, apertam, beijam, permitem. E depois evaporamos. Cada um para o seu mundo. Eternizados nessas linhas o prazer, o desejo, a força que nos atrai. Essa tua boca que me embriaga, que me tira a razão. O cheiro do teu cabelo, que eu puxo, agarro pela nuca quando me beija. O gosto do teu gloss, a textura macia da tua pele. Seus contornos, suas curvas excitantes, sinuosas, insinuantes, perigosas.
Mas também os motivos que nos repelem. Apesar de não poder te ter, te quero, te desejo, te espero, te cobiço, fantasio pra mim. Sinto falta de te ter, mesmo que nunca foras minha e tenho medo de nunca ser. Mas, nesse momento, apego-me e ocupo-me mais com o que tenho do que com o que posso, um dia, não mais ter.
Clayton Guimarães.
Nenhum comentário:
Postar um comentário