Meus chegados

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Você

Menina em corpo de mulher.
Que conquista ao primeiro encontro.
Que fascina. Mulher com sorriso de menina.
Com a malícia da idade no olhar. Moleca.
Que pula e esvoaça o cabelo sem perceber o efeito que causa ao seu redor.
Que se destaca quando passa…
e quando pára e sorri, conquista…
Personalidade forte, que grita…
Que bate de frente que se impõe…
nada demonstra da menina que é.
A não ser quando sorri.
E se mostram as covinhas de seu rosto juvenil…
Nos levando a pensar se seria algum pecado desejar pra si tão linda rosa…
ou apenas observá-la eterna no jardim dos sentimentos…
Essa Ode à sua beleza nunca exprimirá com exatidão o que enxerga-se nela…
quando sai, molhada da piscina, ou suada do sol de Janeiro…
temperada com a areia da quadra…
Nunca será tão perfeita quanto a imagem de seu rosto alegre…
Nunca será tão belo quanto seu rosto adolescente…
Mesmo assim, como o poeta tenta transpor para sua tela o som da lágrima que cai,
tento descrever a beleza da existência de um ser que sequer conhece todo seu potencial…
não para homenagear ou agradar… mas para eternizar nessas poucas linhas
a beleza pura desta criatura primaveril que Deus nos concedeu a oportunidade de apreciar…
À você…


Clayton Guimarães

domingo, 21 de agosto de 2011

12 Segundos

Aquele instante mágico
que inicia um processo intenso
no organismo do ser humano…
Aquele silêncio mútuo que grita
o que um quer dizer ao outro
numa fração de segundos…
O tempo suficiente
para dois mundos se colidirem
e formarem um original Big Bang…
Um Beijo.
Seus braços ao redor do meu pescoço
numa forma terna e tímida
de me encorajar a prosseguir…
Os meus envolvem sua cintura
e colam com certa malícia
ainda mais os nossos corpos…
Entreolho seu rosto…
Seus olhos fechados
demonstram a verdade desse momento…
Mas me concentro em seus lábios…
Tão macios… Tão quentes e intensos…
Tão meus nesse momento…
Percorro a linha fina e rósea
de seus lábios com minha língua
e sinto a penugem de sua nuca arrepiar…
Timidamente invade minha boca
com a língua e convida a minha
para uma dança lenta e sincronizada…
Ofegante, eu aceito o desafio…
Calor. Uma força intensa surge entre nós…
A respiração falha…
Suas mãos já desempenham papel mais ativo…
As minhas suam ao percorrer
suas costas nuas por baixo da malha fina…
A dança das línguas torna-se frenética…
Ouço sons que não consigo distinguir…
Meu organismo produz substâncias que não sei o nome…
O seu corpo jovem reage ao meu e o meu reage ao seu…
10… 11… 12 segundos…
É o seu limite… Um Beijo.

Clayton Guimarães.

O efeito que me causa

Adoro essa sensação…
essa força…
esse efeito que me causa…
Que me arrebata, me leva a lugares inimagináveis
o cheiro da noite nua…
o perfume da flor no sereno…
a cor da vida…
qual será o meu destino??
Estar ao seu lado, ou apenas em seus pensamentos ??
Existir apenas ou ser parte de alguma coisa…
de alguém…
de você…?
Te completar,
me completar,
ser um só,
satisfazer-nos.
Adoro esse efeito…
a força desse sentimento…
a sensação que alimenta…
alimenta esse desejo que não é vontade…
essa vontade que não é possível…
Queria tê-lo,
saber mesmo o que é sentir esse efeito em nós,
mas não é possível.
Então prefiro contemplá-la,
eterna como uma Rosa num jardim…
será sempre minha em minha lembrança…
ainda que nunca a tenha tocado.
Mas será que é somente passageiro tal efeito?
Valerá a pena esquecê-lo?
A resposta acho que nunca terei,
mas não vou me martirizar tentando encontrar,
me preocupo mais com a onda de torpor que me arrebata…
esse entorpecimento…
esse efeito que me causa.


Clayton Guimarães

terça-feira, 19 de julho de 2011

Aos Meus Melhores...

Dia do amigo é aquele que você quer dormir até mais tarde e seu amigo te acorda às 8h da manhã.
Dia do amigo é aquele que você está duro, mas empresta o dinheiro da passagem pra salvar um amigo.
Dia do amigo é quando seu amigo esquece de fazer o trabalho e você coloca o nome dele no que você terminou às 2h da madruga.
Dia do amigo é quando você pede uma grana emprestada pro amigo duro e ele pede emprestado pra te salvar.
Dia do amigo é quando você pega a amiga feia pra adiantar o amigo com a gatinha, ou quando você adianta pra ele a gatinha que você estava afim.
Dia do amigo é quando você ouve dez vezes a mesma história e age com a mesma surpresa da primeira.
Dia do amigo é quando seu amigo diz que nunca mais volta pra ela e depois quer que você ouça como fizeram as pazes.
Dia do amigo é quando vocês relembram momentos que passaram juntos há anos atrás e percebem que são amigos desde sempre.
Dia do amigo é aquele que você fala a verdade e seu amigo vai embora chateado, mas sempre volta.
Dia do amigo é quando vocês bebem juntos e percebem que são parte um do outro.
Dia do amigo é todo dia que você sabe que nunca vai estar definitivamente sozinho e pode sempre contar com uma pessoa, ou duas, ou três... a quem possa chamar de Amigo. Amigo esse que, se você não o cumprimentar hoje, dia 20 de Julho, não fará diferença, pois sabe que Dia do Amigo é todo e qualquer dia que vocês existirem um para o outro.

Feliz Dia, Amigos.

Clayton Guimarães

sábado, 25 de junho de 2011

Bom Dia.

Acordei estranhamente feliz hoje. Com vontade de fazer coisas e sentir o toque da vida batendo suavemente no meu rosto. Não consigo pensar em coisas tristes. Só nessa vontade imensa de voar... de romper os céu com a minha presença ou a minha voz... realizar um sonho... Furar nuvens de algodão doce. E, enquanto caminho (ou voo) fazer alguém feliz no trajeto.
Me sentir bem esta manhã nada tem a ver com o que tenho, o que quero ou o que vou conquistar. Tem a ver com o meu estado de espírito... a minha sede de viver... a minha saudade das coisas que tenho pra conquistar... o meu desejo de estar vivo e chegar a algum lugar. As letras vão desenhando na tela do computador uma face física da minha alma. Artificial e não tão original quanto o rascunho rabiscado no papel, mas vislumbre dessa necessidade de sair de dentro peito de uma forma que exista para outras pessoas e despertem nestas o mesmo desejo esquecido, entorpecido ou sufocado de se sentir Livre para voar e perseguir seus sonhos numa manhã de sábado ou pelo resto de suas vidas.
Assim eu começo o meu dia. Mais um dia. Não. O DIA.
Bom Dia, Vida.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Dia de Chuva

O Rio de Janeiro acordou com uma beleza cinza esta manhã.
A multifacetada cidade apelidada de Maravilhosa apresenta,
neste 1º de Março um charme úmido.
A garoa própria do Estado vizinho expressa com propriedade
o estado climático carioca.
Seja no Cristo ou no Pão de Açúcar, na Urca ou em Santa Teresa,
Na Pedra da Gávea ou lá longe, no Dedo de Deus,
o que se pode ver (ou não se pode) é o desfoque embaçado
das nuvens carregadas sob nossas características mais belas.

O sorriso fluminense é o calor de Copa, do Flamengo a Grumari.
Brilhando, bronzeando a pele nas areias de Ipanema ou
na laje da Comunidade, no quintal em Queimados
ou em Tinguá em Nova Iguaçu... Mas não hoje...
O sorriso sem graça do carioca molhado no trem
a caminho do serviço, pode ver pela janela suada
do "Barra" lotado
a Orla em uma pintura aguada em branco e cinza,
e vê a barra da calça respingada de lama e pisada na calçada.

Como uma bela música acompanhada por um violão desafinado,
segue a Metrópole mais bela e mais querida:
engarrafando na "Brasil", na Ponte e na Taquara,
com sua harmonia prejudicada pela entonação sarcástica
dessa chuvinha fina que anuncia o mês de Março.
Nem Nª Srª de Copacabana nesse Aniversário.
E Aniversário com chuva é uma piada sem graça
da qual só não se ririam de nós os paulistanos que,
não se sabe como, sobrevivem praticamente o ano todo
imersos ou submersos a tanta água.
Não, não é deboche: deve ser realmente triste não ser,
um pouquinho que seja, Carioca. Nem precisa ser "da gema".
Mas ser.

Mas nesse também MEU ANIVERSÁRIO, ter um 1º de Março assim chuvoso
é como ver um belo corpo nu através de um box blindex suado pelo
vapor da água quente.
Temperatura: 21º.
Umidade Relativa do ar:94%
Segunda-Feira 1º de Março:
Aniversário do Rio de Janeiro e do Clayton.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

The Goodbye that I can not say

This is not a love letter
and there is no happy ending.
the choices I made to grow
all I had to give up

And discover the great things
for those who fighting to the end
who believe in their dreams
its high cost price

the sacrifice of a great love
that no have song
cause everything that was written
need be forgotten

Currency on one side
mirror that never reflected
my image
staring eyes of this Platonic love

and his figure
fading into the curve of the road
do not me consumes less

I know that You will never return
but you will always be inside
well within the breast

and the pain will be eternal
because this is not a love song
and there is no happy ending

So let me here and can go
my arms surround the world but can not reach you
then go without looking back
Unaware of the goodbye that I can not say

Clayton Guimarães