Eu-Lírico de uma história sem final cujas páginas são escritas a cada instante. Sem previsões. Sem regras. Sem modelos preestabelecidos. Carta única endereçada ao mundo que já não faz sentido. Clayton Guimarães
Meus chegados
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Corpo e Alma
Nus. Corpo e alma. E nas curvas sinuosas do corpo que se toca, poder sentir nuances da alma que se desvenda. Mistérios perdidos do desenho do colo e segredos escondidos no caminho entre o umbigo e o monte de Vênus. Indecifráveis. Sentir sem querer. Querer sem controle. Os corpos produzem substâncias estranhas que provocam sensações geradas na alma. O seio perfeito, em forma de pêra, solto, livre, desafiador... Que ao toque de luz, irradia a micropenugem doirada que fascina... endoidece e aguça o paladar. E dança. Movimentos lentos, naturais... mas carregados com sua sensualidade... ao som de nenhuma canção. Segue os passos livres de seu próprio destino e reverencia a liberdade. Causa frenesi, desejo... Provoca. No seu ritmo. Joga os cabelos como que pra seduzir a vida e espantar os maus olhares. Sabe o que faz. Quer que estranhem. Quer que sintam libido, inveja, orgulho... Quer que vejam e que reproduzam... Quer que se libertem... Como um espírito da Floresta, mistura-se à vida, ao ar, aos cheiros, às cores e aos sons... Se torna a terra molhada e faz germinar a esperança. Torna-se vento e tempestade...e brisa para espalhar o amor... Disfarçada de mulher, dança, encanta, atua uma cena de improviso. Briga, bate e grita. Seduz. Com seu corpo e sua alma livres. Nus.
Clayton Guimarães.
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