Meus chegados

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Crescer

Às vezes, precisamos fazer um balanço de nossas vidas, chacoalhar a frondosa árvore. Calcular conquistas, considerar perdas e replanejar. Ouvi algo esses dias que me fez pensar nisso. Ouvi dizer que descarto pessoas. Mas, na verdade, quando mudamos coisas de lugar, abrimos novos espaços e acabamos por nos livrar do que não usamos ou do que temos apenas por conveniência. E eu mudo bastante. E não aceito algumas coisas nessa nova perspectiva. E, como cansei de ser contundente demais, ignoro algumas coisas e algumas pessoas.
Sempre falamos em “o que ser quando crescer”, mas quando crescemos, muitas vezes nos perdemos e não sabemos mais quem somos ou o que nos tornamos. Mas a busca não pode parar. Nunca. Imagine-se há dez anos. Leia atitudes, erros, acertos... Se a maioria deles se repete, algo pode estar errado. Não confunda Displicência e irresponsabilidade com Personalidade. E a vida cobra duro. Se você continuar vivendo como um rockeiro adolescente dos anos 90 nas rodas da vida, irá acabar em situações em que olhará ao redor e só verá copos vazios, garotas sem reflexo e uma enorme Larica. Porque todo homem precisa construir coisas... Uma casa, uma máquina, um lar... Todo homem precisa conquistar coisas... Uma mulher, um emprego, uma carreira, um coração...
Mas enquanto se depende de outras pessoas para organizar, administrar e instituir valores, sempre estará à margem do que quer dizer a palavra HOMEM em seu sentido pleno. Os anos errando e acertando me ensinaram que enquanto eu quiser agir como adolescente, jamais galgarei posto de homem. Nesse ínterim, já não sou eu quem descarto pessoas, elas é que já não se enquadram mais na minha realidade, e como já não têm tanto espaço, acabam tornando-se obsoletas e descartáveis para dar lugar a pessoas e coisas mais úteis.

Clayton Guimarães.

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