Eu-Lírico de uma história sem final cujas páginas são escritas a cada instante. Sem previsões. Sem regras. Sem modelos preestabelecidos. Carta única endereçada ao mundo que já não faz sentido. Clayton Guimarães
Meus chegados
domingo, 13 de janeiro de 2013
Ciclo
Amanheço aurora. Em feixes de esperança e misto de cores.
Boreal. Iluminam oportunidades e serenam expectativas
Em floridas árvores de sonhos. Que nunca desvanecem.
E, quando sol a pino, a manhã se vai.
Entardeço. E me nublam forçadas ilusões.
Cobram-me atenções divididas, carentes, famintas.
E devoram, vorazes, até o resto, o que tinha sido belo.
Choro calado, num canto, gemendo, suado,
Soluçando, sentindo, quase ganindo, como um cão.
Acuado, com medo. Dessa sociedade. De tudo que oprime.
Do preconceito, da injustiça, da fome e discriminação. Da morte.
Anoiteço. Da escuridão enevoada, um sorriso na lama da enchente.
Nos escombros das casas destruídas, uma flor.
Brotando, desabrochando, sobrevivendo... Ensinando.
Uma força que sei donde vem. Mas vem.
Pulsante. Latente. Movimentando novamente
O dom de crer. De replanejar.
Ansioso, madrugo.
Clayton Guimarães.
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