Eu-Lírico de uma história sem final cujas páginas são escritas a cada instante. Sem previsões. Sem regras. Sem modelos preestabelecidos. Carta única endereçada ao mundo que já não faz sentido. Clayton Guimarães
Meus chegados
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Big Brother Brasil
Bem, Amigos da rede Globoo!!! Começou mais um BBB: O período de maior alienação nacional. Fase pós festas, em que o povo começa a perceber as consequências do consumismo desenfreado das festas de fim de ano. Período perigoso entre o fim do ano e o Carnaval, no qual alguns cérebros começam a processar dados e a despertar um mínimo espasmo de consciência. Então, a saída dos Grandes Manipuladores das massas é encher o brasileiro de expectativas pelo fútil. Convencem a população de que suas vidas são tão mediocremente insignificantes e desprovidas de qualquer atrativo que precisam assistir à dos outros. Colocam pessoas em jaulas para que outras as observem e fazem o telespectador néscio acreditar que faz parte desse teatro: tomando partido, identificando-se, sentindo-se representados, torcendo, decidindo seu futuro, odiando, amando, xingando... votando!
E esse voto, a R$ 0,31 + impostos, multiplicados por milhões de Brasileiros, por semana retornam aos cêntuplos os investimentos das grandes Operadoras e da Grande fábrica do Entretenimento, a rede Globo. Escravizam hábitos e canalizam a atenção de crianças, jovens e adultos simplesmente expondo as "esquisitices" humanas evidenciando a busca do povo por distração. E o quanto são patéticos. Exploram o visual, o sensual, o psicológico e o financeiro sob o pretexto de amenizar as intempéries do cotidiano, a irritação do trabalho, o estresse da condução, os problemas de casa com o eterno "Pão e Circo" nosso de cada dia. Barraco, bíceps e bunda!!
Enquanto isso a vida pára. A minha vida pára. Me oferecem uma nova, mais alegre e interessante, com pessoas bonitas, com personalidades, chego a me enxergar em algumas. E não sou só eu: Nas ruas, nas praças, nas conduções, no trabalho, em casa... todos têm uma nova vida durante três meses. E já não importam o médico negligente, os crackudos na Brasil, a bala perdida, a violência, o lixo na Baixada, as enchentes em Xerém, as famílias desabrigadas, a escola, o Bimestre, o SisU, o ProUni, o futuro...
Os Domingos são sagrados: Dia de votação, às segundas: Tensão Pré-Paredão, Terça: a despedida, Quarta tem festa pra descontrair, Quinta é dia de escolher o Líder, Sexta, temos o Anjo, Sábado, prova da Comida, Domingo: votação... e Nos Pay per views, a realidade alternativa se completa. As pessoas se anulam para viver intensamente uma vida alheia. Nesse ínterim, amigos (e, depois desse texto, desafetos)o Brasil está fechado e não é para balanço de nada não. Fecham-se as portas da mente, da iniciativa, da leitura, de coisas mais produtivas, da razão e da consciência social coletiva. Adira a tudo isso o Carnaval e temos um Brasil disperso, distraído, entretido. E o pior de tudo, são os escravos que acham que foram eles que escolheram seus feitores.
Globo: A gente se liga em você!!!
Clayton Guimarães
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