Eu-Lírico de uma história sem final cujas páginas são escritas a cada instante. Sem previsões. Sem regras. Sem modelos preestabelecidos. Carta única endereçada ao mundo que já não faz sentido. Clayton Guimarães
Meus chegados
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Força.
Não sei se sou forte ou se sou fraco. Quando permito que me inibas, que me domines o pensamento. Quando a simples menção do seu nome me arranca um sorriso ou um suspiro. Fazendo-me lembrar teu riso solto, o canto da sua voz espontânea e o dançar louco dos seus cabelos. Ainda não sei se é fraqueza pensar em ti assim o tempo todo, mas demonstro força ao tentar não te ver em tudo... Nas tranças da menina, no vento contra o rosto, no cheiro de chocolate... Ah! Como eu tento! Ignorar-te na paz de uma canção, no vestido levado que levanta, no estalar de um beijo... Então sou forte!
Não sei se falo ou se finjo. Se me entrego de uma vez... Ou se minto. Escondo. Atrás de conversas triviais, me mantenho aparente. Quando me perguntas como estou ou como foi meu dia ou inicia assunto qualquer... Digito “Eu te quero loucamente... e para sempre”, mas o que envio não passa de um “oi, Tudo bem.” E quando te vejo, me escapolem as palavras, as falas. De mim se esconde a coragem e se embolam os pensamentos. Mas, com todo esse martírio, gosto da sua presença, do simples fato de pensares em mim. Me fortalece sua atenção apesar de me enfraquecer as defesas. Você vence no olhar. Ganha sem lutar. Tem esse dom de desbaratar meu exército de certezas. E, se isso é cuidar que se ganha em se perder, perco mil Guerras pra ti... Por ti... Estou preso por escolha e sirvo a quem vence o que venceu.
Então, o que sou? Fraco... Forte...? Seja o que for, nunca fez diferença. Perderia quantas vitórias fossem necessárias e venceria todas as minhas derrotas se isso significasse contemplar todos os dias o triunfo de seu lindo sorriso. Esse, tímido, encabulado que me emprestas agora.
Clayton Guimarães.
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário